Com as rotas RNAV (Navegação de Área) as aeronaves poderão ter trajetórias de voos mais curtas sendo orientadas por meio de instrumentos (IFR) e outros recursos digitais.

A Companhia de Desenvolvimento de Maricá – CODEMAR participou de uma reunião em São Paulo no Serviço Regional de Proteção ao Voo de São Paulo (SRPV-SP), sendo representada pelo consultor aeronáutico, Valdir Padilha. O SRPV-SP é o órgão fiscalizador e regulador do Aeroporto de Maricá.

A reunião foi firmada para tratar da implantação de um procedimento RNAV no Aeroporto de Maricá, que é exigido pela Petrobras para que os helicópteros possam operar em baixa visibilidade e fornecer aos pilotos a operação de sua trajetória por instrumentos (IFR), que balizam a navegação aérea, além das rotas de aproximação para pousos e decolagens em qualquer condição de tempo.

Padilha explica que o Aeroporto de Maricá possui capacidade técnica para a ingressão no RNAV: “Fomos averiguar se o Aeroporto de Maricá tem condições de receber, devido à sua topografia, um procedimento RNAV. Numa primeira análise, o pessoal do tráfego aéreo viu que o aeroporto poderia ter o instrumento e que ele não interferiria no tráfego Aéreo dos Aeroportos do Estado do Rio: Santos Dumont, Cabo Frio e São Pedro de Aldeia”, avaliou.

De acordo com Valdir Padilha, foi solicitado, para efeito de segurança, que o Aeroporto de Maricá apresentasse uma topografia de um raio de 20 km de cada cabeceira. O SRPV-SP irá fazer a análise técnica sobre as condições topográficas. A análise operacional permitirá que a cidade tenha esse procedimento por instrumento, o que vai melhorar e dar maior segurança ao tráfego de helicópteros em baixa visibilidade em sua aproximação no Aeroporto de Maricá

O Aeroporto de Maricá tem classificação SBMI. Dispõe de uma estação meteorológica, tem a inclusão da rádio no ciclo de aeroportos, passou pela homologação de EPTA e pela inspeção para implantação do RNAV.

Por Roberval Silva.