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    Grupo de pesquisadores liderados por Carol Proner conhece projetos da Codemar

    “Esse trabalho vai nos motivar a fazer cada vez melhor melhor”, diz o presidente Hamilton Lacerda ao grupo

    Compreender a realidade cidadã de Maricá e fortalecer cada vez mais os direitos humanos no município é a missão de um grupo de pesquisadores, liderados pela jurista Carol Proner, que visitou a Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar) nesta sexta-feira (21/07). Eles ouviram, do presidente Hamilton Lacerda, os principais pontos sobre os projetos da companhia.

    Pesquisadores se reuniram com o presidente da Codemar, Hamilton Lacerda. Foto: Leonardo Fonseca

    Formado por doutores, mestres e graduados – reunidos sob o nome do Instituto Joaquín Herrera Flores –, o grupo está desenvolvendo o Projeto Marielle Franco para a Secretaria Municipal de Direitos Humanos.

    “Viemos com um grupo de pesquisadores de um instituto que tem como foco o direito ao pensamento crítico. Um instituto que envolve direito e democracia. Medir e ler a realidade a partir das crises de direitos humanos”, explica Carol Proner, fundadora da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia.

    Durante a reunião, o presidente da companhia detalhou alguns dos projetos em desenvolvimento pela Codemar e o papel da empresa de criar a economia do futuro pós-petróleo.

    “Vemos com bons olhos o trabalho de vocês porque ele vai nos motivar a fazer melhor e observar algumas coisas que fogem ao olhar cotidiano”, disse Hamilton Lacerda.

    Hamilton Lacerda, Birigu e Carol Proner durante a visita à Codemar. Foto: Leonardo Fonseca

    Projeto Marielle Franco

    O Instituto Joaquín Herrera Flores tem sedes em Sevilha (Espanha) e no Rio de Janeiro e é uma associação sem fins lucrativos que trabalha pela garantia dos Direitos Humanos. O Projeto Marielle Franco tem como meta capacitar agentes de bairros, funcionários públicos e pessoas em geral para a garantia de direitos. A visita à Codemar faz parte da leitura da cidade que está sendo feita pelo grupo.

    Ainda segundo Carol Proner, para bem realizar o trabalho, o grupo precisa conhecer a realidade de Maricá e, para isso, saber o que a Codemar vem fazendo é muito importante.

    “Estamos muito felizes com a oportunidade, esperamos permanecer aqui em Maricá ao lado dos projetos de acesso a direitos e contribuir com análises críticas”, afirmou Carol.

    As pesquisadoras Charlotth Back e Carol Proner com Hamilton Lacerda, presidente da Codemar. Foto: Leonardo Fonseca

    Os projetos

    O presidente da Codemar mostrou como a empresa está empenhada em garantir oportunidades econômicas ajudando a preservar o meio ambiente e citou o Lagoa Viva. O projeto, que desenvolveu tecnologia de revitalização com o uso de bioinsumo (micro-organismos), levou ao desenvolvimento de produtos que podem ganhar o mercado e gerar divisas para o município.

    “O bioinsumo já está sendo utilizado para tratar esgoto, numa estação de tratamento. Outro produto que está sendo finalizado para ser comercializado é o sabão com esse bioinsumo encapsulado, que ajuda a tratar o esgoto na sua origem”, elencou Lacerda.

    Outros projetos citados como exemplo foram o Maricá Telecom, que fornece internet sem fio a alunos de escolas públicas; e a Farmacopeia, que visa estimular a produção de plantas medicinais e atrair a indústria farmacêutica para a cidade.

    Retrato do que é Maricá

    O secretário municipal de Participação Popular e Direitos Humanos, João Carlos de Lima, o Birigu, acompanhou a visita do grupo à Codemar.

    “Eles estão recebendo informações sobre tudo o que vem acontecendo na cidade, sobre o Vermelhinho, sobre a Mumbuca, sobre os direitos dos cidadãos. E também sobre a participação popular”, disse o secretário.

    Os pesquisadores

    O grupo é formado por seis doutores, quatro mestres e uma série de outros pesquisadores reunindo cerca de 25 profissionais que atuarão no Projeto Marielle Franco. Nomes como Carol Proner; Charlotth Back, advogada com trabalho em direito internacional; e o renomado economista Mauro Osório vão se debruçar sobre os índices da cidade para entender a dinâmica local.

    Os pesquisadores são também professores em diversas instituições, como a UFRJ e a Universidade Pablo de Olavide, de Sevilha.

    A criação de um Índice de Direitos Humanos também está no radar dos pesquisadores, que não veem no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) o uso de parâmetros sociais mais profundos e fundamentais.

    Participou da reunião, ainda, o secretário municipal de Educação, Márcio Jardim.

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