Os integrantes do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Condeco) conheceram como funciona o Sicoob, instituição de cooperativa de crédito que teve uma agência inaugurada recentemente na cidade. Em reunião realizada na sede da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), na última quinta-feira (06/09), o diretor-presidente do Sicoob Fluminense, Neilton Ribeiro da Silva, apresentou os diferenciais da instituição, a qual ele intitula ser diferente de um banco comum. O Sicoob é a sexta maior instituição cooperativa do país, perdendo apenas para bancos tradicionais no mercado brasileiro.

“O Sicoob não é apenas um banco, é uma instituição financeira cooperativada e que tem um banco. Nós conseguimos fornecer serviços mais baratos e, por isso, já temos mais de quatro milhões de associados. Temos crescido mais que o dobro do que os outros bancos crescem. Temos seguradora e corretora. O cooperado pode sacar em qualquer terminal da rede ‘Banco 24 horas’ e nós pagamos a taxa. Além de poder sacar em qualquer agência do Sicoob. Temos também um aplicativo, onde todas as atividades podem ser feitas direto lá. Somos um banco diferenciado”, explicou Neilton.

José Orlando Dias, presidente da Codemar, acredita que com mais oportunidades, os empresários e microempreendedores podem melhorar seus negócios. “Toda vez que uma grande instituição vem pra cidade isso significa que estamos em desenvolvimento e crescendo. Além disso, pode ser uma oportunidade para os empresários locais terem acesso a crédito para melhorar seus comércios ou empresas”, avalia.

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Comércio e Petróleo Alan Novais, ter na cidade uma instituição financeira com um viés social é fundamental para o avanço da cidade. “O Sicoob Fluminense pode ser considerado um agente importante de desenvolvimento da cidade. Por um simples motivo: o dinheiro da cidade fica na cidade. O lucro gerado pela agência não vai para o bolso dos banqueiros, retorna para as contas dos próprios clientes (nesse caso, cooperados). Isso é um grande avanço no sistema bancário que atua no município e, sem sobra de dúvidas, vai fazer com que a roda maricaense gire no sentido do desenvolvimento econômico e social”, afirmou. Uma das premissas da cooperativa é a de repartir as chamadas “sobras”, que representam o lucro bancário durante o ano, entre os cooperados que, de forma ativa, utilizam a conta corrente.

Neilton apresentou uma série de benefícios e facilidades para as empresas que quiserem abrir suas contas na instituição. Comentou, ainda, que tem condições especiais para microempreendedores Individuais que quiserem ser correntistas como pessoa jurídica. Para Leandro Marinho, coordenador do Sebrae Leste Fluminense, isso pode ser de suma importância para o crescimento das empresas locais. “Muitos empresários esbarram, justamente, na questão do crédito para crescer. Eles têm a intenção de crescer, se preparam para isso, mas não conseguem ter recursos próprios. Então, uma instituição financeira que tenha um olhar diferenciado para esse empresário, com taxas diferenciadas, com artifícios que melhorem o acesso do empresário a esse recurso, certamente é um impulsionador para que esses negócios se desenvolvam”, acredita.

O secretário Alan Novais pontuou que as instituições bancárias não olham para os outros distritos da cidade e se concentram apenas no Centro. Neilton Ribeiro afirmou que está planejando ampliar a rede de agências na cidade, e Itaipuaçu será a próxima contemplada. “Hoje, o meu prejuízo mensal é de R$ 60 mil com custos de implementação da agência. Assim que ela for superavitária, vamos abrir outra em Itaipuaçu. Esse é um compromisso nosso”, afirmou.

Paulo Santos, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e da Maricá Convention e Visitors Bureau (Maricá C&VB), acredita que essa descentralização bancária do centro da cidade deve ser benéfica para todo o município. “Não só nos serviços bancários, Maricá precisa sair do Centro de Maricá. Essa é uma visão e é uma proposta da CDL há um tempo. A gente quer ter representatividade desde o Recanto de Itaipuaçu até o Farol de Ponta Negra. Ter um banco em Itaipuaçu é fundamental. Precisamos tentar acelerar esse processo. Itaipuaçu não pode continuar crescendo sem um banco. Vou propor a Sicoob uma reunião em Itaipuaçu, com os empresários da região, para que haja essa conscientização”, pontuou.

Também participaram da reunião o coordenador de Empreendedorismo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Sandro Lima; o presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), José Orlando Dias; a superintendente de Desenvolvimento da Codemar Tânia Recalde; o secretário de Indústria e Portuária, Igor Sardinha; o secretário de Trabalho, Reginaldo Leite; o diretor da Câmara de Vereadores de Maricá, Ricardo Teixeira; o assessor do Gabinete do Prefeito, André Braga; o analista do Sebrae, Leonardo Marins; presidente da Associação Comercial de Maricá (ACM), Jorge Luís Braga, e seu diretor, Delfim Moreira; e o presidente da Associação Empresarial e de Serviços de Itaipuaçu e Inoã (ASSESI), Gerson Sant’anna.