Maricá dá início à colheita de tomates gourmet coloridos na Fazenda Pública Joaquín Piñero

Agricultores locais participaram da ação para aprender sobre os cultivos

Um Dia de Campo para lá de especial aconteceu neste sábado (10), na Fazenda Pública Joaquín Piñero, no Espraiado, em Maricá, com o início da colheita de tomates especiais gourmet e coloridos. Vegetais de vários formatos, tamanhos e cores, como uma variedade azul, chamaram a atenção do presidente da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), Hamilton Lacerda, e dos cerca de 50 produtores rurais que participaram do evento.

Agricultores locais foram convidados a colher tomates nas estufas. Foto: Leonardo Fonseca

A ação é do Inova Agroecologia Maricá, uma parceria da Codemar com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

“Estamos dando as ferramentas para que os produtores rurais possam produzir mais e abastecer não somente a nossa cidade, mas também a Região Metropolitana com alimentos de alto valor agregado”, afirmou o presidente da Codemar.

O Dia de Campo tem foco em capacitar pequenos produtores introduzindo novas tecnologias agroecológicas e cultivares com maior valor agregado no mercado, como é o caso dos tomates diferenciados.

“O papel da Codemar é usar o dinheiro dos royalties do petróleo e construir a economia do futuro. Quando a gente investe em biotecnologia, a gente faz isso”, avaliou Hamilton Lacerda.

Ao todo, 35 variedades de tomate foram plantadas na fazenda e apresentaram boa produção. Foto: Leonardo Fonseca

Lacerda contou que a Codemar está preparando uma série de iniciativas de fomento à produção de agricultores familiares e cooperativados do município. Segundo ele, a ação do Inova Agroecologia é uma dessas iniciativas que passam, também, por garantias do uso da terra.

Agricultores receberam dicas de como cultivar os tomates. Foto: Leonardo Fonseca

Já o presidente da Biotec Maricá – subsidiária da Codemar  para projetos de biotecnologia -, Eduardo Britto, frisou que toda a tecnologia envolvida na produção obedece a normas de cultivo orgânico e agroecológicos.

“São projetos que têm por objetivo produzir tecnologia sustentável e de valor econômico, que gerem renda alternativa para o município. Por isso os agricultores estão aqui, porque essa é uma tecnologia que vai ser difundida para desenvolver a economia de pequena escala do município”, explicou.

Segundo ele, não é uma tecnologia que fica presa dentro da estufa, “mas que vai ser difundida e os agricultores vão poder gerar renda para si mesmos”.

Naturais

Foram plantados na fazenda, em estufas, 35 tipos diferentes de tomates, escolhidos numa base de aproximadamente mil tipos do vegetal guardados na UFRRJ.

O professor Antonio Carlos Abboud é especialista em tomates. Foto: Leonardo Fonseca

Segundo o professor Antonio Carlos Abboud, um dos coordenadores do projeto, os cultivares tiveram um bom desempenho e estão prontos para ir para o campo. Além de cursos de cultivo e manejo da terra, o projeto disponibiliza, ainda, sementes para o cultivo.

“Esses tomates são replicáveis pela semente. Não são como os híbridos que precisam que o produtor compre sementes a cada plantio. Basta reservar alguns tomates, retirar as sementes e plantar ou guardar”, disse o professor, que já forneceu tomates para chefes renomados internacionalmente.

Alimento saudável e rentabilidade

Replicar o tomate pela semente é possível porque as variedades não são híbridas ou modificadas geneticamente. Além desse papel de destaque na manutenção da saúde das pessoas, essa característica também confere ao produto um papel social a partir de uma maior rentabilidade.

“Há o papel social de fixar o homem no campo melhorando a rentabilidade do pequeno produtor. Esses tomates não podem competir em número de produção com os demais, mas ganham no valor agregado de saúde, também pelo aspecto de ser atrativo para a gastronomia e até ecoturismo, com visitações às plantações. E tudo isso sem veneno”, enfatizou Antonio Carlos Abboud

Mercado local

Em Maricá, chefes locais também estão sendo apresentados aos vegetais e elaborando novos pratos.

O professor da UFRRJ João Araujo é coordenador do Inova Agroecologia Maricá. Foto: Leonardo Fonseca

“Já levamos os tomates para alguns, que gostaram muito. Eles me perguntaram onde vende, e eu disse que em lugar nenhum. É por isso que estamos reunindo os agricultores”, esclareceu o professor João Araujo, coordenador do Inova Agroecologia Maricá.

Ele disse ainda que a demanda por esses produtos começa a ser criada e o papel dos produtores é importante para que contribuam nesse nicho.

“A importância do poder público propiciar essas inovações em cultivos é dar a possibilidade de acontecer a agricultura em municípios que perderam essa característica, essa natureza, de produção do alimento local”, destacou. “Ou seja, a gente está ofertando algo novo. E a população também vai ter como repercussão a mudança do hábito alimentar”.

João Araujo também destacou a importância dos parceiros nessa inovação:

“Essa parceria com a com Codemar, Biotec e com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro resgata e possibilita essa amplitude do que a agricultura pode fazer pelo município. É um mercado que a gente está construindo em Maricá, na região”, finalizou o coordenador do Inova Agroecologia.

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