Moeda Mumbuca passará por estudo internacional de mapeamento de fluxo até 2024

Projeto CityCashTransfer reúne pesquisadores, secretarias e instituições maricaenses para dar início a estudo sobre Programas de Transferência de Renda_

Começou em Maricá, nesta terça-feira (01/08), um estudo piloto interdisciplinar que vai propor novas metodologias para mapear e avaliar o fluxo de moedas sociais locais nos territórios urbanos das cidades que atuam com Programas de Transferência de Renda. O projeto CityCashTransfer, que é da Universidade de Glasgow (Escócia) em conjunto com universidades brasileiras como a Fundação Getúlio Vargas e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte, conta com apoio do Instituto E-Dinheiro e será desenvolvido entre agosto de 2023 e março de 2024.

Pesquisadores das instituições participantes envolvidas no projeto e representantes das secretarias e institutos de Maricá se reuniram no Galpão Tecnológico de Maricá, em Inoã, para dar início aos estudos na cidade. Foram apresentadas propostas de mapeamento de dados da circulação da moeda Mumbuca, além de alinhamento da expectativa das instituições maricaenses.

Foto: Leonardo Fonseca

“Esse encontro foi importante para ouvir os pesquisadores e gestores públicos e construir de forma participativa um plano de trabalho para o projeto de pesquisa CityCashTransfer em Maricá. Durante o workshop, os participantes puderam conferir uma prévia do que é possível realizar através dos dados consolidados para avaliação e aperfeiçoamento das políticas públicas”, comentou o superintendente de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da Codemar, Danilo Pitarello.

Conhecimento sobre moedas sociais

Segundo o professor Eduardo Diniz, pesquisador líder pela FGV, é necessário divulgar o conhecimento sobre moedas sociais e suas possibilidades. “A gente tem muita preocupação em alavancar esse conhecimento produzido aqui para muitos outros países. Eu estudo moedas sociais e existem vários formatos de inclusão financeira e mecanismos de distribuição de renda, e não tem parecido no mundo o que a gente tem”, apontou.

Foto: Leonardo Fonseca

Para o professor e pesquisador de Análise Urbana e diretor associado do Urban Big Date Centre da Universidade de Glasgow, João Porto, ficou muito claro que a experiência de Maricá é importante para pensar transformações urbanas. “De maneira participativa, podemos associar isso com com outros benefícios ambientais, climáticos, de saúde e de outras áreas intersetoriais”, completou.

Representando o Instituto E-Dinheiro, Joaquim Melo listou potenciais das moedas sociais: agilidade, desburocratização, desenvolvimento econômico local, políticas públicas, aumento da arrecadação municipal e maior transparência.

Foto: Leonardo Fonseca

“Ela não é um mero meio de pagamento de benefício. Ela nasceu para enfrentar a desigualdade, promover justiça social e promover a democracia econômica. Esse conjunto de características são importantes. Isso é uma construção de um processo de outro tipo de mundo e de outro modelo da economia solidária”, ressaltou.


Mais que uma utopia

O workshop contou com a participação das secretarias de Economia Solidária e Ciência e Tecnologia, da Diretoria de Economia Solidária da Codemar, do Banco Mumbuca, do Banco Preventório de Niterói, do ICTIM, do Passaporte Universitário, do Instituto Darcy Ribeiro, do Centro de Operações de Maricá, da Universidade de Vassouras e do Parque Tecnológico UFRJ.

Foto: Leonardo Fonseca

Para o secretário de Economia Solidária de Maricá, Adalton Mendonça, Maricá hoje sonha e coloca em prática a moeda social, mas é necessário sempre ter humildade mesmo em meio a muitas conquistas.

“Hoje eu costumo colocar como utopia práxis. A gente continua sonhando, mas colocando em prática. E não é para que seja um sentido de prática, é prática transformadora. É isso que a gente está vendo agora. Agora a responsabilidade é muito grande e quanto mais a gente faz políticas sociais, mais a gente chama atenção”, diz.

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