Prefeitura de Maricá inaugura a Mikroete, com tecnologia inédita no tratamento de esgoto

Biotecnologia remove impurezas com menor impacto ambiental; tecnologia foi desenvolvida pela Biotec Maricá, numa parceria da Codemar com a UFF

O bairro de Itaipuaçu ganhou neste sábado (08/07) uma estação de tratamento de esgoto inédita em todo o Brasil e que promete revolucionar o sistema de saneamento básico. É a Mikroete, que usa micro-organismos naturais para fazer o tratamento das impurezas do esgoto doméstico.

A Mikroete tem tecnologia inovadora numa planta compacta, de fácil instalação. Foto: Paulo Ávila

A planta de Itaipuaçu é a primeira de uma série de Mikroetes (a palavra vem de micro-organismos). Ela vai atender, inicialmente, residências de mais de 500 pessoas na região do Jardim Atlântico Central.

A Mikroete é resultado do trabalho conjunto da Companhia de Saneamento de Maricá (Sanemar) e da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), por meio da Biotec, em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF).

Eduardo Britto, presidente da Biotec, falou sobre o desenvolvimento e impacto da nova tecnologia. Foto: Paulo Ávila

“Eu disse que o saneamento seria o meu desafio, a minha obstinação. Esta estação, sozinha, é pequena, mas ela se soma a intervenções em toda a cidade”, afirmou o prefeito Fabiano Horta, que seguiu: “O somatório tem a ver com a revitalização da lagoa, com a preservação da nossa vocação turística para o nosso futuro”.

Segundo Horta, a Mikroete aponta um caminho para o país: “Vamos ajudar o Brasil a ter alternativas para o saneamento”.

100% natural

O processo é 100% biológico e não afeta o meio ambiente. Funciona assim: o esgoto é coletado pelo método tradicional, com a rede de coleta, passa por uma série de etapas e entra em contato com um conjunto de micro-organismos naturais. Depois, sai tratado da estação, dentro do padrão das normas sanitárias mais rigorosas.

“Estamos trazendo para a cidade um novo método, que é um investimento em pesquisa para melhorar o saneamento na cidade por meio da biotecnologia com baixo custo, otimizando o tratamento, sem impactar a fauna ou a flora local. O processo natural é o diferencial”, disse o presidente da Biotec, Eduardo Britto.

Autoridades compareceram à inauguração da Mikroete. Foto: Paulo Ávila

A tecnologia deve gerar renda para Maricá: “Outros municípios virão atrás da solução para o saneamento e nós vamos levar para eles. É renda que entra no município”, finalizou Britto.

A presidente da Sanemar, Rita Rocha, afirmou que a abertura da nova estação de tratamento inaugura uma nova noção de tempo nas obras de saneamento.

“Hoje não é lançamento de obras, é uma entrega. As intervenções de saneamento demoram e estamos trabalhando muito, em obras grandes”, disse.

A estrutura das mikroetes é compacta, com grande parte do tratamento sendo feito dentro de um contêiner.

Biorreator

Os micro-organismos usados no tratamento foram foram retirados anteriormente do próprio esgoto do local. São a parte boa do esgoto (chamada de microbiota boa), mas originalmente são em quantidade muito pequena. Ou seja, sozinhos não podem fazer muita coisa.

Então, após coletados e separados em laboratório, eles são multiplicados bilhões de vezes, alcançando uma quantidade que consegue fazer o tratamento degradando os poluentes e matéria-orgânica. Essa multiplicação é feita por um equipamento chamado Biorreator Microbiológico Integrado.

Processo

Com a biotecnologia, o efluente (resíduos) passa por todo o processo de filtragem e purificação, tratando o esgoto de forma completamente natural com eficiência de até 98% na remoção de impurezas.

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