Projeto de revitalização das lagoas de Maricá é aprovado por 72% da população, revela pesquisa

“Melhorou muito. Eu realmente vejo diferença”, diz moradora sobre a Lagoa de Araçatiba

Por Marina Mello

As mudanças na qualidade da água da Lagoa de Araçatiba são perceptíveis aos olhos dos moradores de Maricá. É o que revela pesquisa do Instituto de Pesquisa em Reputação e Imagem (IPRI) sobre o projeto Lagoa Viva no segundo semestre de 2023. O projeto é executado pela Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar) em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), a partir do convênio firmado com a Biotec Maricá.

Segundo o levantamento, 72% dos entrevistados aprovam a qualidade das águas (43% acham ótima ou boa, e 29%, regular). Os que desaprovam são 25% (13% ruim e 12% péssima). Outros 3% não souberam opinar.

Foto; Leonardo Fonseca

Além disso, 57% dizem que as águas estão melhores do que há dois anos. Outros 27% acreditam estar iguais. E 12%, pior ou muito pior. Os que não souberam opinar são 4%.

Ainda de acordo com o estudo, 60% das pessoas afirmam que a tonalidade e a transparência da cor da água estão melhores. Já 68% dizem que houve a redução do mau cheiro.

Lagoa Viva

O programa está dando vida nova às lagoas da cidade, com o lançamento de micro-organismos, chamados de bioinsumos, em 14 pontos entre os canais da cidade que deságuam em Araçatiba e as Orlas Marine e Zé Garoto.

A aposentada Márcia Cândido vê melhora na Lagoa Foto: Leonardo Fonseca

A aposentada Márcia Cândido, que se mudou para Maricá em 2019, diz perceber a melhora em relação ao mau cheiro, na qualidade na água e na diminuição da quantidade de gigogas.

“A gente caminhava de manhã cedo aqui na orla e o cheiro era ruim. Hoje, percebemos que isso não existe mais”, analisa Márcia.

Mudança

Há pouco mais de dois anos, no início do Lagoa Viva, a cuidadora de idosos Lourdes de Oliveira se mudou para a cidade. Ela viu o processo do programa e conta que percebe a mudança em relação a diminuição dos mosquitos, redução do cheiro ruim e aumento do número de peixes.

“Depois do Lagoa Viva, melhorou muito. A primeira vez que eu vi o caminhão com os bioinsumos, perguntei mais sobre o programa. Eles me explicaram, e eu realmente vejo diferença. Tenho amigos que pescam aqui e dizem que também aumentou a quantidade de peixes”, afirma Lourdes.

A cuidadora de idosos Lourdes de Oliveira aprova o Lagoa Viva Foto: Leonardo Fonseca

Para 44% dos entrevistados do estudo do IPRI, a quantidade de peixes melhorou. Em relação ao número de seres vivos em geral, o número chega a 48%.

Lazer e esporte também aumentaram

Morador há 17 anos de Itapeba, Ronaldo Nascimento conta que sempre vai à Orla de Araçatiba para se exercitar. Assim como ele, 72% dos entrevistados acreditam que a prática de atividades de lazer melhorou na lagoa. Já 56% acreditam que está melhor o incentivo à prática de atividades esportivas.

O casal Ronaldo e Cristina caminham toda semana na Lagoa de Araçatiba Foto: Paulo Ávila

“Temos notado que, realmente, a lagoa está melhor. Não vemos mais a mortandade de peixes, e em determinados locais, dá para ver que a água está mais transparente. Antes não existia isso, hoje já dá pra ver o fundo em alguns pontos. Houve uma valorização do local, tenho familiares e amigos do Rio que amam Maricá e sempre visitam a Lagoa de Araçatiba”, finaliza Ronaldo.

A pesquisa

A pesquisa do IPRI foi feita com 1.005 moradores dos quatro distritos da cidade: Centro, Inoã, Itaipuaçu e Ponta Negra.

Foto: Leonardo Fonseca

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