Certificado com o indicativo de operação SDMC, o Aeródromo de Maricá está passando por uma vistoria do Serviço Regional de Proteção ao Voo e do Controle de Aproximação do Aeroporto do Galeão, que além de enquadrá-lo nas exigências de operações offshore, passará sua classificação para SB, que já é aeroporto.

“Estamos trabalhando para ganhar a certificação do Comando da Aeronáutica, e esta é uma condição importante para que a operação offshore aconteça. Pela legislação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), não seria necessário, mas é um requisito da Petrobras. Como a empresa é o nosso possível maior cliente neste ramo, decidimos fazer os investimentos nesta área”, explicou Valdir Padilha, coronel da reserva da Força Aérea e consultor da área aeronáutica da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar).

De acordo com Valdir, para a homologação de uma Estação Prestadora de Serviço de Telecomunicações Aeronáuticas (EPTA) na categoria “A”, são necessários diversos documentos, equipamentos e procedimentos. “Estamos recebendo 14 militares, que durante três dias irão verificar toda nossa documentação, o funcionamento dos nossos equipamentos, a nossa estação meteorológica e as nossas gravações de dados e voz, tudo o que uma estação prestadora de serviços precisa ter”, afirmou.

Além de homologar a EPTA, os técnicos também realizam inspeção para implantação do RNAV, procedimento responsável por fornecer aos pilotos a trajetória por meio do sistema GPS, que baliza a navegação aérea, além das rotas de aproximação para pousos e decolagens com operação de instrumentos (IFR) em qualquer condição de tempo. “Passamos a ser um aeroporto e a operar por instrumentos. Projetei o heliponto, e eles vão fazer este procedimento de modo que a gente possa operar mesmo com mau tempo”, contou o consultor.