O projeto Inova Agroecologia Maricá realizou, nesta terça-feira (07/07), a colheita de batatas-doces biofortificadas e coloridas cultivadas no Horto da Agroecologia, no Espraiado, fortalecendo a produção agrícola sustentável e ampliando a oferta de alimentos de alto valor nutricional no município. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e a Secretaria de Agricultura e Pecuária.
Ao todo, foram colhidos mais de 200 quilos de batatas-doces de quatro variedades: a de polpa alaranjada, a de polpa roxa com branca, a de polpa totalmente roxa e a variedade tradicional, de casca rosada. A diversidade das cultivares evidencia o potencial da produção agroecológica de Maricá, unindo valor nutricional, qualidade e oportunidades de comercialização.
Produzidas sob manejo orgânico, as batatas se destacam não apenas pelas diferentes colorações, mas também pelo elevado teor nutricional. Ricas em vitaminas A, B12 e C, essas variedades são biofortificadas, resultado de um processo de seleção de plantas com características superiores, desenvolvido para concentrar maiores quantidades de nutrientes essenciais, sem o uso de modificação genética. O material utilizado no cultivo foi fornecido pela Fazendinha Agroecológica Km 47, em Seropédica, um centro de pesquisa desenvolvido em parceria entre a UFRRJ, a PESAGRO-Rio e a Embrapa Agrobiologia.

Segundo a engenheira agrônoma Fernanda Garcia, as variedades cultivadas são biofortificadas, ou seja, desenvolvidas a partir da seleção de plantas de alta qualidade para concentrar maior quantidade de nutrientes importantes para a alimentação.
“São batatas biofortificadas, com maiores teores nutricionais. A batata de polpa alaranjada, por exemplo, possui maior concentração de betacaroteno, precursor da vitamina A, além de mais fibras. São alimentos altamente nutritivos e que também possuem maior valor comercial por serem variedades diferenciadas”, explicou.
Outro destaque é a batata-doce de polpa roxa, cuja coloração intensa remete à pedra ametista. Além do aspecto visual diferenciado, essa variedade é rica em compostos antioxidantes naturais, agregando ainda mais valor nutricional e comercial ao produto.
Além do potencial para diversificar a produção agrícola local, as batatas representam uma oportunidade para agricultores que desejam investir em produtos de maior valor agregado, ainda pouco encontrados no mercado.

Durante a colheita, Fernanda destacou que o cultivo alia sustentabilidade, qualidade e gastronomia, aproximando a produção local de iniciativas que valorizam os ingredientes produzidos em Maricá.
“Hoje estamos realizando a colheita de batatas-doces biofortificadas e coloridas, produzidas totalmente sob manejo orgânico. Além de muito nutritivas, elas unem qualidade e sabor e podem compor receitas, como as apresentadas no Festival Gastronômico de Inverno de Maricá. É a produção local caminhando junto com a sustentabilidade e valorizando a gastronomia do município”, afirmou.
O cultivo integra as ações do Inova Agroecologia Maricá, projeto voltado ao fortalecimento da agricultura sustentável, à pesquisa aplicada e ao desenvolvimento de tecnologias para a produção de alimentos. A iniciativa busca incentivar práticas agroecológicas, ampliar a segurança alimentar e fomentar novas oportunidades de geração de renda para produtores locais, consolidando Maricá como referência em inovação no campo.







