Arranjos florais incentivam negócios em Maricá

Pioneira na arte de criar rede de negócios na agroecologia, o Inova promoveu o curso de arranjos tropicais para profissionais que queiram trabalhar com a composição de arranjos, peças e decorações de ambiente que têm as flores e folhagens como matéria-prima.

Foto: Paulo Ávila

Parte da variedade apresentada integra o horto agroecológico da Fazenda Pública Joaquín Piñero, no Espraiado.

Helicônias, alpínias vermelhas e rosas, sorvetão e bastão do imperador se misturavam entre folhagens, rosas, gérberas, antúrios, flores do campo e crisântemos.

“Estamos proporcionando uma oficina para as pessoas terem a possibilidade de desenvolver habilidades na confecção de arranjos e, dessa forma, iniciar tanto pra uso pessoal quanto para o início de um novo negócio”, explica o coordenador do Inova, João Araújo.

Foto: Paulo Ávila

Os floricultores Armando e Lucinete têm uma parceria de 20 anos trabalhando juntos em eventos coorporativos e familiares, como casamentos e 15 anos. Na oficina, mostraram habilidade e exemplos de como reaproveitar itens de nosso dia a dia para a confecção de arranjos, como utilização de garrafa de vinho, coco e folha de bananeira.

“Trabalhamos com contraste de cores. É muito gratificante olhar pra essa diversidade de plantas tropicais, com a qual conseguimos trabalhar com elas durante o ano inteiro. Trabalho com flores desde os 13 anos. Minha mãe nasceu em um sítio de plantação de camélias, no Alto da Boa Vista. É uma planta sensível e muito usada na época do império. A Princesa Isabel ganhava muitos buquês de camélia. Atualmente os floristas não sabem trabalhar com ela porque existe um método para colher, senão ela morre rápido”, explica Armando Magalhães.

Foto: Paulo Ávila

Morando em Maricá há quatro anos, Lucinete de Souza decidiu decorar uma igreja em agradecimento pela vida do irmão, nos anos 90. Desde então começou a receber encomendas e não parou mais.

“Me apaixonei por essa arte, me especializei e através dela realizei sonhos. Esse desenvolvimento é uma caminhada. No Pan-Americano de 2007, pude desenvolver os ramalhetes para os atletas, além da decoração dos pódios da Olimpíada Rio 2016 e também na Copa do Mundo. Como uma ex-atleta, tive a honra de atuar nesses eventos. Queremos criar um nicho de mercado na cidade e aqui estamos preparando os recursos humanos para que possam desenvolver negócios com esses arranjos”, conta.

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