Pesquisa internacional vai analisar impactos que já impulsionaram em 20% o comércio local e beneficiam 71 mil pessoas.
Uma comitiva de pesquisadores da Universidade de Lisboa esteve na sede da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar) e foi recebida pelo presidente Júlio Urdangarin e pela diretora de Planejamento, Graziela Cruz. O encontro marcou o início de um estudo sobre a Mumbuca, moeda social criada em 2013 pela Prefeitura de Maricá (RJ).
O grupo português vai analisar os impactos econômicos e sociais do programa que, segundo a Prefeitura, já impulsionou em 20% o comércio local. Atualmente, 71 mil pessoas utilizam a moeda social no município.
O que é a Mumbuca?
A Mumbuca é a moeda social de Maricá, amplamente aceita no município e com paridade de um para um em relação ao real: 1 Mumbuca equivale a R$ 1. Ela foi criada com base no conceito de economia circular, com o objetivo de fortalecer o comércio e os serviços locais por meio de uma política pública de geração e distribuição de renda.
Utilizada para o pagamento de benefícios sociais a cidadãos cadastrados em programas municipais, a moeda é administrada pelo Banco Mumbuca. A instituição é comunitária, independente da Prefeitura, possui CNPJ próprio e direção constituída. Cabe ao Banco Mumbuca realizar os pagamentos dos benefícios aos moradores.
Resultados na prática
Segundo a administração municipal, mais de 13% dos moradores foram formalizados no mercado de trabalho a partir da circulação da moeda. Desde 2018, estima-se que o equivalente a mais de R$ 3 bilhões já tenha circulado pelo sistema financeiro local, fortalecendo pequenos negócios e contribuindo para a geração de emprego e renda.
O estudo da Universidade de Lisboa coloca Maricá no centro do debate internacional sobre moedas sociais e desenvolvimento local. É um reconhecimento do alcance de iniciativas inovadoras que nascem nos municípios, geram resultados concretos e despertam interesse acadêmico em diferentes países.


