Nesta sexta-feira (17/04), a Prefeitura de Maricá, por meio da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar), esteve presente no minicurso de biossegurança realizado no Biocentro Maricá, que reuniu todo o corpo técnico do Biocentro, da Biofábrica e do Ciamar, além de convidados da Secretaria de Meio Ambiente.
Com grande atenção e participação durante toda a apresentação, o público acompanhou a reflexão de que a biossegurança vai muito além de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e placas de aviso: trata-se de um conjunto de práticas com o objetivo central de reduzir riscos. Foi esclarecida a diferença entre risco e perigo, mostrando que o perigo é o potencial de dano, e o risco, a chance de ele acontecer.
O papel da biossegurança é atuar com protocolos bem estabelecidos para reduzir esse risco na prática, seja em laboratório, em obras ou na operação de aeroportos.
O pesquisador do Lagoa Viva, Joel de Mattos Júnior, mestre em biogeoquímica e doutorando em geoquímica, explicou o propósito da capacitação: “Com protocolos de biossegurança bem estabelecidos e robustos, a gente diminui esses riscos e reduz os perigos iminentes que a nossa atividade pode gerar.”
O curso reforçou que o treinamento contínuo simplifica o trabalho, melhora o fluxo e reduz erros, já que, sem treinamento, perde-se até 50% do tempo com retrabalho. Estudos mostram que o treinamento contínuo reduz em 35% os acidentes em laboratório. Por isso, a cultura deve ser de revisão constante dos protocolos, acompanhando a evolução da ciência e da tecnologia.
A coordenadora do Biocentro no projeto Lagoa Viva, Deborah Dias, destacou a importância das capacitações nesta nova fase do projeto: “Agora, vamos buscar oferecer também esses cursos e capacitações não só para a equipe do projeto, garantindo alinhamento, mas também para a sociedade.”
O caminho para garantir segurança e resultados é ter uma equipe treinada, protocolos revisados e uma cultura de prevenção.


