A ciência saiu do livro e ganhou vida para estudantes da Escola Municipal Wilson Sardinha. Em uma manhã de imersão na Biofábrica Municipal, em São José do Imbassaí, as crianças conheceram de perto como os bioinsumos são produzidos para recuperar as lagoas da cidade.
A visita faz parte do Projeto Lagoa Viva, iniciativa da Prefeitura de Maricá, por meio da Companhia de Desenvolvimento de Maricá, em parceria com a Universidade Federal Fluminense. O programa utiliza biotecnologia para revitalizar o ecossistema lagunar. No local, microrganismos já presentes na água são multiplicados em laboratório e devolvidos ao ambiente. O resultado é água mais limpa, aumento da biodiversidade e redução da mortalidade de peixes.
Para ampliar esse impacto, a Biofábrica lançou o “Cientista do Futuro”. O projeto leva escolas municipais e particulares para dentro da biofábrica e, depois, desenvolve atividades práticas nas unidades escolares.
“O Cientista do Futuro” é um projeto que une ciência, educação ambiental e economia familiar. A ideia é que os alunos conheçam a biofábrica e, depois, levem para a escola e para casa práticas de compostagem, reciclagem e sustentabilidade. “Assim, transformamos conhecimento em atitude dentro da família”, explica Vanessa Rodrigues, bióloga e coordenadora da Biofábrica.
Durante a visita, os alunos acompanharam todo o processo: da coleta de amostras nas lagoas à análise no laboratório. Com linguagem simples e experimentos práticos, o técnico do projeto mostrou como a natureza se autorregula quando recebe ajuda dos microrganismos certos.
As crianças também participaram de oficina de pintura e plantio de sementes. A ação ainda prevê a construção de hortas, além de práticas de compostagem e reciclagem nas escolas, com o objetivo de levar os conceitos de sustentabilidade para dentro das casas.
Enquanto os biólogos transformam conhecimento em vida com mãos cuidadosas, os estudantes saíram da Biofábrica com a certeza de que pequenas atitudes podem restaurar grandes ecossistemas. Em Maricá, o futuro das lagoas já começou a ser plantado.
“Nada melhor do que poder explicar isso para uma nova geração. Ver o interesse das crianças e as perguntas delas me faz acreditar que estamos no caminho certo e fortalece a esperança de recuperar tudo o que estamos perdendo”, afirma Wescley Santiago, técnico de produção e aplicação de bioinsumos da Biofábrica Municipal.
Enquanto a Biofábrica multiplica microrganismos para curar o ecossistema, o projeto “Cientista do Futuro” multiplica olhares atentos e corações comprometidos com Maricá.
Quando uma criança entende como a natureza funciona, ela não só aprende: passa a cuidar. E é assim, um experimento de cada vez, que se planta o futuro das lagoas.
Para mais informações e agendamento:
Contato por e-mail: coordenacao.biofabrica.lagoaviva@gmai.com






Fotos: Rafaela Paixão


