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    Camarões criados com bioinsumos crescem e são transferidos de tanque em Maricá

    Processo estava previsto na nova fase de testes iniciada em janeiro deste ano

    O Centro de Inovação em Aquicultura de Maricá (Ciamar) montou uma força-tarefa para transferir camarões vivos entre tanques da unidade. A medida visa deixar os animais mais confortáveis depois de um período de crescimento. Ao todo, 125 mil camarões foram retirados de um dos tanques e realocados, abrindo mais espaço nos criadouros. Outros 125 mil permaneceram no tanque original.

    Os camarões foram separados para pesagem antes da transferência. Foto: Leonardo Fonseca

    O processo estava previsto nesta nova fase de testes de produção de camarões, iniciada em janeiro deste ano.

    O Ciamar é um projeto da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar) que visa estruturar um novo mercado de produção de camarões, rações e o beneficiamento dos animais para venda e consumo. A produção dos crustáceos é feita em sistema fechado, com reutilização de água e sem gerar poluição marinha, que é um dos problemas do cultivo tradicional.

    Camarões estão crescendo no Ciamar. Foto: Leonardo Fonseca

    “Quando a gente colocou os juvenis no tanque eles eram, obviamente, bem menores. À medida que crescem, a gente divide o grupo para chegar a uma quantidade confortável”, explicou Khauê Vieira, coordenador científico do Projeto Lagoa Viva.

    Camarões são separados para pesagem. Foto: Leonardo Fonseca

    Atualmente, alguns indivíduos já têm até 10cm de tamanho.

    Diferenciais

    Além da pegada ambiental, com menos custo para os ecossistemas costeiros, o cultivo de camarões desenvolvido pela Codemar tem outras características positivas. Uma delas é a grande produtividade. Os tanques produzem até seis vezes mais camarões por espaço do que uma fazenda tradicional.

    Camarões são postos em novo tanque de cultivo. Foto: Leonardo Fonseca

    Também é possível montar o sistema longe do mar. Em Maricá, o Ciamar fica na Fazenda Pública Joaquín Piñero, no Espraiado, a quilômetros do oceano.

    Este distanciamento é possível por conta do sistema fechado de reuso de água e do uso de bioinsumos para manter a qualidade da água adequada para a vida dos camarões sem precisar de trocas recorrentes.

    O bioinsumo cria nos tanques o ambiente ideal com a degradação de restos de ração e melhoria da água com micro-organismos que beneficiam o camarão. Com isso, a tecnologia pode até ser vendida para produtores de estados que não têm litoral.

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